Colorimetria: entendendo o processo do teste de coloração pessoal


Você já se perguntou em por quê uma roupa com determinada cor te cai tão bem enquanto outra chega até te deixa com cara de doente? E os tons da maquiagem e esmalte ( tem vídeo no Insta falando sobre isso) que você usou na ultima festa? Cabelo então é sempre um grande dilema, quem nunca errou o tom?!

Tudo isso não se dá ao acaso, e hoje quero te mostrar porque isso acontece, a razão é a colorimetria pessoal.



As cores nos afeta o tempo todo e por mais que você não se dê conta está fazendo escolhas de cores diariamente. Essas cores estão agindo não só sobre sua psique mas também sobre sua pele ( que é o tom) e seu subtom (abaixo da pele).Podendo te deixar com uma aparência mais nova, mais velha, mais descansada, mais abatida, sem manchas, com manchas, sem rugas, com rugas e por aí vai. É um estudo fascinante que amo fazer.

E que tal usar essa informação ao seu favor no dia a dia? Aprenda como a coloração pessoal pode valorizar ainda mais a sua beleza natural e ainda te ajudar a otimizar seu guarda roupa.



Como tudo começou


Sim, cada um de nós tem uma paleta de cores pessoal e natural. O professor Johannes Itten, que era um pintor suíço e professor da Bauhaus, quando ensinava harmonia de cores, percebeu que seus alunos repetiam suas cores pessoais em suas pinturas. Isso fez com que desenvolvesse uma teoria de que as cores das roupas de uma pessoa deveriam repetir, e assim valorizar, sua coloração pessoal. Essa ideia foi desenvolvida e elaborada como "coloração pessoal" pela Suzanne Caygill que criou o Method of color analysis. Nos anos 80, lançou a obra definitiva Color the essence of you e criou também a The academy of color, se estabelecendo como a grande pioneira. No final dos anos 80, a coloração estourou com o livro de Carole Jackson,Color me beautiful, que impactou milhões de americanas chamando toda atenção para a nova profissão que estava nascendo naquela época:Consultoria de Imagem.

Carole criou as quatro estações: primavera, verão, outono einverno , montando as cores correspondentes para cada uma delas.


E no início dos anos 90, outra americana, Mary Spillane, desdobrou as quatros estações no método sazonal expandido, com sub divisões, para 12 tipos (verão puro, suave e claro; inverno puro, intenso e profundo; primavera pura, clara e intensa e outono puro, suave e profundo) no livroColor me beautiful’s looking your best. Hoje já temos 16 estações e os métodos não param de nascer, cada vez masi trazendo a individualidade de cores para cada pessoa.


Durante a análise de cores observamos:

⁃ a temperatura (quente, neutra ou fria); ⁃ a profundidade (clara, média ou escura); ⁃ a intensidade (opaca, média ou brilhante); ⁃ o contraste (alto, médio ou baixo).


Revelamos o subtom da pele:

⁃ o tom é dado pela melanina, é a cor da nossa pele. ⁃ o subtom é o que fica por baixo da pele e que caracteriza a pele como fria, neutra ou quente, definido pela hemoglobina e pelo caroteno.


Todas as suas características são relevantes para montar uma estratégia de uso de sua cartela, assim consiguiremos tirar o máximo de beneficios das cores pessoais.

A análise:


Na prática, fazemos o teste com a pessoa de cara lavada, com faixa no cabelo para isolar o rosto, luz natural, espelho na frente, e logo na altura do pescoço, usamos os draps (tecidos) específicos de inúmeras cores e tons. Vamos colocando um a um e observando como as cores reagem na pessoa, observando como as manchas, cor dos dentes, olhos, olheiras , espinhas vão se comportando em contato com as diferentes cores e tons. No final chegamos a estação e cartela da pessoa.



O sistema realmente funciona e faz muita diferença, principalmete na escolhas de cor de cabelo e das peças de roupas que usamos na parte superior do corpo.


As vantagens

Algumas vantagens, quando usamos as cores que combinam com as nossas:

⁃ nossa imagem fica harmônica e equilibrada;

⁃ os olhos tendem a brilhar;

⁃ a pele tende a parecer mais lisa,amenizando as manchas, rugas, linhas de expressão;

⁃ a aparência tende a ficar mais saudável;

⁃ a aparência tende a ficar mais jovem;

⁃ o branco do olho tende a ficar mais branco;

⁃ o contorno do nosso rosto tende a ficar mais definido.


De forma geral as cartelas são classificadas assim:


⁃ verão: cores suaves e sutis ⁃ inverno: cores intensas e puras ⁃ primavera: cores alegres e luminosas ⁃ outono: cores quentes e terrosas






Concluindo,quando conhecemos as cores e tons que funcionam melhor com as nossas cores, aquelas que já temos em nosso corpo, temos uma ferramenta poderosa para usar a favor da nossa imagem. Não só como uma ferramenta estética mas também como de autoconhecimento. Cada cartela também carrega uma personalidade um significado emocional, é uma extensão de nós. Com a consciência da nossa cartela, fica mais fácil, rápido e econômico fazer escolhas com segurança. Isso com certeza nos dá mais confiança para nos arriscar com com cores e combinações que antes não tinhamos coragem.


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Um grande beijo no coração e até breve.



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